Toledo
O quati do outro lado da rua
O Yarn fica em frente ao Horto Municipal. E os quatis que vivem por lá são, de certa forma, os primeiros vizinhos da casa.

Para entender por que existe um quati dentro da identidade do Yarn, basta olhar do outro lado da rua.
Em frente à cafeteria está o Horto Municipal de Toledo.
Ali, entre árvores, caminhos e pequenos movimentos na vegetação, os quatis fazem parte da paisagem. Aparecem em grupo, atravessam espaços com curiosidade e observam quem passa com aquela expressão de quem parece estar planejando alguma coisa.
Muito antes de se tornar mascote, o quati já era vizinho.
Os primeiros encontros
Quando o espaço que hoje abriga o Yarn ainda estava tomando forma, os quatis do Horto já circulavam pela região.
Às vezes, a relação era menos poética do que parece agora.
Eles encontravam lixeiras, puxavam sacos e espalhavam o que conseguiam alcançar. Em uma manhã, era possível chegar e descobrir que um pequeno grupo havia transformado a rua em cenário de investigação.
Era incômodo, engraçado e absolutamente característico daquele lugar.
Os quatis não foram escolhidos porque combinavam com uma tendência de design. Eles foram escolhidos porque já pertenciam à história.
O personagem não foi trazido para o Yarn. De certa forma, ele sempre esteve ali.
Um símbolo que não fosse óbvio
Quando a marca passou por um novo projeto de identidade, existia a oportunidade de criar um símbolo mais afetivo, narrativo e reconhecível.
Seria fácil escolher uma xícara, um grão ou um pão.
Mas esses elementos poderiam pertencer a qualquer cafeteria.
O quati falava de uma cafeteria específica. Falava do Horto, de Toledo, da localização e de situações que realmente aconteceram por ali.
Ele conseguia representar a região sem precisar escrever o nome da cidade.
Curioso por natureza
O quati da marca herdou algumas características do animal real.
É curioso. Explorador. Expressivo. Um pouco irreverente.
Mas o desenho também recebeu outra referência: os mímicos.
Por isso, o personagem não precisa falar. Ele se comunica com os olhos, o corpo, as mãos e a postura.
Em uma imagem, pode estar tomando café. Em outra, lendo. Pode aparecer abraçando um cachorro, correndo, pensando, ouvindo música, fazendo sanduíche ou surgindo discretamente em algum canto da página.
Ele funciona quase como um personagem silencioso que atravessa as histórias do Yarn.
Um quati em cada situação
O mascote foi criado para não existir em uma única posição.
Ele pode reagir ao que está acontecendo.
Na página de histórias, aparece lendo ou pensando. Na encomenda, pode carregar pão. Em uma mensagem de sucesso, comemora. Em um erro, fica confuso. No rodapé, toma café.
Essa variedade faz com que o personagem não seja apenas uma assinatura colocada ao lado da logomarca.
Ele participa da experiência.
No site, aparece quase como um pequeno easter egg: às vezes evidente, às vezes escondido, sempre conectado ao assunto da página.
Um pedaço de Toledo dentro da marca
Marcas locais ficam mais fortes quando não tentam parecer que poderiam existir em qualquer lugar.
O Yarn tem uma garagem transformada em cafeteria. Tem vegetação, livros, objetos, mesas, pessoas e histórias que não poderiam ser simplesmente transportadas para outro endereço sem perder alguma coisa.
O quati reforça essa característica.
Ele lembra que existe um Horto do outro lado da rua. Que Toledo faz parte da identidade. Que a região não é apenas uma localização inserida no rodapé, mas uma fonte de referências, personagens e narrativas.
No Horto, o quati continua sendo um animal silvestre, seguindo o próprio caminho.
No Yarn, virou personagem.
E talvez essa seja uma boa representação da marca: observar o que já existe ao redor, encontrar uma história escondida e transformá-la em algo que as pessoas consigam levar consigo.
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Venha conhecer o lado de cá da rua.
O Yarn fica em frente ao Horto Municipal, em Toledo.
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